Estudos


Quem tem tempo para escrever?
É comum a ideia de que todas as pessoas dispõem das mesmas 24 horas diárias. Dados do IBGE (PNAD, 2023) indicam que mulheres dedicam aproximadamente 21,3 horas semanais (3,04 horas por dia) ao trabalho doméstico e ao cuidado de pessoas, enquanto homens dedicam cerca de 11,7 horas semanais (1,67 horas por dia).
Essa diferença expressa uma grande assimetria de gênero na distribuição do tempo, resultando em 9,6 horas semanais a mais de trabalho não remunerado para as mulheres

Mithaly S. Corrêa
28 de mar.4 min de leitura


A psicanálise e o discurso sobre a mãe: o que o escândalo francês denuncia sobre psicanálise, discurso e poder
No dia 12 de fevereiro de 2026, a HAS publicou uma atualização da recomendação de boas práticas no tratamento do autismo. Nessa atualização a instituição assumiu com clareza, a partir de consenso, uma posição em relação ao tratamento do autismo: a não recomendação da psicanálise como prática terapêutica. A justificativa é a de que a abordagem psicanalítica possui um nível insuficiente de evidências que provem sua eficácia. Desde então, um grande debate foi retomado, mobiliza

Ana Paula Lucena Cordeiro
23 de mar.9 min de leitura


O que você chama de amor é trabalho não remunerado: uma análise da obra “O Ponto Zero da Revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista” de Silvia Federici
No primeiro capítulo do livro O Ponto Zero da Revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista , Silvia Federici (2019) discute a teorização e a politização do trabalho doméstico como um caminho para a compreensão da exploração das mulheres na organização da sociedade capitalista. Em sua obra, Federici afirma que o trabalho doméstico invisível constitui um elemento crucial na exploração das mulheres no capitalismo e, ao propor a ampliação da análise marxista acerca

Mithaly S. Corrêa
18 de nov. de 20253 min de leitura


UM OLHAR SOCIAL E PSICANALÍTICO SOBRE A MATERNIDADE E A SUBJETIVIDADE MATERNA
Podemos pensar a maternidade sob a ótica da sociologia como um produto sociocultural de um determinado tempo e região que perpassa também questões de gênero. “Produto” este, que de acordo com o constructo político vigente, sofre interseccionalidades dos sistemas de poder que regem os discursos e privilegiam determinadas camadas. Para Foucault (2000), o discurso atua enquanto um conjunto de saberes e práticas “que formam sistematicamente os objetos de que falam”, demarcando o

Marcella Brito dos Santos
6 de nov. de 20256 min de leitura
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