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Artigo: Coletivos de Mães Universitárias: rompendo com a história da exclusão feminina nas universidades

Publicado nos Anais do 31° Simpósio Nacional de História - AMPUH - Brasil

Título: COLETIVOS DE MÃES UNIVERSITÁRIAS ROMPENDO COM A HISTÓRIA DA EXCLUSÃO FEMININA NAS UNIVERSIDADES

Autoras: Juliana Marcia Santos Silva - Doutoranda em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro julianamss@msn.com & Andréia Clapp Salvador - Docente do programa de Pós Graduação em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro aclapp@puc-rio.br

Resumo: O ambiente universitário se constituiu como um espaço masculino que segue ignorando as demandas que são prioritariamente femininas. Entendendo que as transformações sociais ocorridas durante o séc. XVIII demonstraram a necessidade de conservar as crianças para defender e trabalhar pela nação, percebeu-se que discursos disseminados no fim do séc. XIX foram essenciais para construir a figura da mãe ideal, pronta para oferecer um amor sem limites aos seus filhos e capaz de anular-se diante de suas necessidades. Aliada a isso, a educação feminina pensada apenas para que as mulheres limitassem seus desejos ao ambiente doméstico resultou na exclusão feminina dos ambientes políticos e educacionais, assim nota-se que ainda hoje as mulheres travam lutas cotidianas nos ambientes de formação superior e utilizam-se da organização de coletivos para o enfrentamento do machismo na universidade. Desta forma este trabalho tem por objetivo mapear os coletivos de mães universitárias no Brasil. Para isso busca-se resgatar a história dos coletivos de mães universitárias, compreender sua importância como movimento social e analisar seus impactos na universidade. Na tentativa de alcançar tais objetivos e diante dos limites colocados pela pandemia de Covid19, utilizou-se da etnografia virtual com análise da presença dos coletivos na rede social Facebook e pesquisa exploratória realizada a partir da inserção nos grupos de Facebook e WhatsApp do “Coletivo Nacional De Mães Na Universidade”, além de pesquisa bibliográfica. Os dados obtidos possibilitaram o mapeamento de 25 coletivos, tendo o primeiro sido criado em 2010 e outros ao longo desta década demarcada pela mobilização da juventude universitária que manifesta sua descrença nas instituições parlamentares, tendo culminado nas mobilizações de junho de 2013. A análise dos resultados demonstra também que os coletivos reproduzem práticas e pensamentos do movimento feminista, bem como já apresentam alguns resultados nas políticas de assistência estudantil e permanência universitária. Considera-se, portanto, que o movimento de mães universitárias é um elemento de grande importância para o exercício da democracia participativa e a inclusão e permanência de mães neste ambiente

Publicado em: https://www.snh2021.anpuh.org/site/anais#J 

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